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Início / Lógica e números / Block Blast!

[análise · HungryStudio · PEGI 3]

Block Blast: não há desfazer, e é por isso que a pontuação trava sempre no mesmo sítio

Sessenta e quatro casas, três peças à espera, nenhum relógio. Parece um jogo sem decisões e é exatamente o contrário: cada peça colocada fecha possibilidades futuras que não se podem recuperar. As partidas acabam quase sempre por causa de uma jogada feita dois minutos antes.

Testado em cinco sessões · Lisboa · 06/09/2026

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O que se vê ao abrir

Um tabuleiro vazio de oito por oito e, em baixo, três peças. Arrasta-se uma peça para o tabuleiro; quando uma linha ou uma coluna fica completa, desaparece e dá pontos. Quando as três peças em espera acabam, chegam outras três. Não há níveis, não há fim, não há história.

O arranque é o mais rápido de todo o guia: seis segundos do ícone à primeira peça, cronometrados. Não há ecrã de início, nem pedido de conta, nem tutorial obrigatório.

Tabuleiro 8x8 do Block Blast com três peças em espera
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Como uma partida morre, passo a passo

  1. 01

    Enche-se um canto por comodidade

    As peças pequenas encaixam em qualquer sítio e é tentador arrumá-las no canto. Cada quadrado de uma casa metido num canto rouba uma casa a uma linha que talvez nunca se complete.

  2. 02

    O tabuleiro perde as colunas livres

    Quando deixa de haver uma coluna inteira vazia, as peças de cinco casas em linha passam a não caber. A partir daí o jogo continua, mas com menos um terço das jogadas possíveis.

  3. 03

    Aparece a peça em L de quatro casas

    É a peça que mais espaço exige. Numa das nossas partidas apareceram três seguidas, e nenhuma cabia. O jogo não avisa e não devolve.

  4. 04

    Fim, sem aviso

    O ecrã de fim aparece assim que nenhuma das três peças cabe. Não há desfazer, não há continuar por anúncio na versão que jogámos em Setembro de 2026.

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Números das nossas dez partidas

Dez partidas jogadas entre 30/08/2026 e 04/09/2026, num Pixel 6a
Situação Peças na mão Espaço livre Decisão
Abertura 3 pequenas 64 casas Ocupar o centro, não os cantos
Meio de partida 1 grande, 2 pequenas 25 a 35 casas Colocar a grande primeiro
Tabuleiro apertado 2 em L menos de 20 casas Completar linha, mesmo sem pontos
Uma coluna livre qualquer uma 8 casas seguidas Não a gastar com peça pequena
Pontuação máxima nossa 7 480 pontos, 12 minutos

Medições nossas, dez partidas completas. Orientações, não uma oferta.

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Onde falha

Os anúncios entre partidas são frequentes e alguns são vídeos de trinta segundos sem botão de saltar visível nos primeiros cinco. Numa sessão de dez minutos apanhámos três.

O telemóvel aquece mais com este jogo do que com qualquer outro dos dezasseis. Notámos ao fim de vinte minutos seguidos, no mesmo aparelho onde o Sudoku.com não aquece nada. Não medimos com instrumentos e por isso não damos números.

E não há forma de ver o histórico de pontuações. Fica a melhor de sempre e mais nada, o que torna difícil perceber se se está a melhorar.

Grelha do Flow Free com quatro ligações de cor por fechar
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Para quem serve

Para quem tem cinco minutos e não quer pensar em nada. Corta-se a meio sem perder nada, joga-se com uma mão, não precisa de som. Está na nossa lista de jogos para pausas curtas por causa disso.

Não serve para quem procura progressão. Ao fim de duas semanas o jogo é exatamente o mesmo que era no primeiro dia, e para uns isso é a virtude e para outros é o defeito. Se prefere um tabuleiro com fim à vista, o Flow Free resolve-se por níveis e dá a sensação de acabar alguma coisa.

Passou dos oito mil pontos?

Diga como. A nossa melhor partida ficou nos 7 480 e estamos convencidos de que há estratégias de canto que não percebemos.

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