Início / Lógica e números / Block Blast!
[análise · HungryStudio · PEGI 3]
Block Blast: não há desfazer, e é por isso que a pontuação trava sempre no mesmo sítio
Sessenta e quatro casas, três peças à espera, nenhum relógio. Parece um jogo sem decisões e é exatamente o contrário: cada peça colocada fecha possibilidades futuras que não se podem recuperar. As partidas acabam quase sempre por causa de uma jogada feita dois minutos antes.
O que se vê ao abrir
Um tabuleiro vazio de oito por oito e, em baixo, três peças. Arrasta-se uma peça para o tabuleiro; quando uma linha ou uma coluna fica completa, desaparece e dá pontos. Quando as três peças em espera acabam, chegam outras três. Não há níveis, não há fim, não há história.
O arranque é o mais rápido de todo o guia: seis segundos do ícone à primeira peça, cronometrados. Não há ecrã de início, nem pedido de conta, nem tutorial obrigatório.
Como uma partida morre, passo a passo
-
01
Enche-se um canto por comodidade
As peças pequenas encaixam em qualquer sítio e é tentador arrumá-las no canto. Cada quadrado de uma casa metido num canto rouba uma casa a uma linha que talvez nunca se complete.
-
02
O tabuleiro perde as colunas livres
Quando deixa de haver uma coluna inteira vazia, as peças de cinco casas em linha passam a não caber. A partir daí o jogo continua, mas com menos um terço das jogadas possíveis.
-
03
Aparece a peça em L de quatro casas
É a peça que mais espaço exige. Numa das nossas partidas apareceram três seguidas, e nenhuma cabia. O jogo não avisa e não devolve.
-
04
Fim, sem aviso
O ecrã de fim aparece assim que nenhuma das três peças cabe. Não há desfazer, não há continuar por anúncio na versão que jogámos em Setembro de 2026.
Números das nossas dez partidas
| Situação | Peças na mão | Espaço livre | Decisão |
|---|---|---|---|
| Abertura | 3 pequenas | 64 casas | Ocupar o centro, não os cantos |
| Meio de partida | 1 grande, 2 pequenas | 25 a 35 casas | Colocar a grande primeiro |
| Tabuleiro apertado | 2 em L | menos de 20 casas | Completar linha, mesmo sem pontos |
| Uma coluna livre | qualquer uma | 8 casas seguidas | Não a gastar com peça pequena |
| Pontuação máxima nossa | — | — | 7 480 pontos, 12 minutos |
Medições nossas, dez partidas completas. Orientações, não uma oferta.
Onde falha
Os anúncios entre partidas são frequentes e alguns são vídeos de trinta segundos sem botão de saltar visível nos primeiros cinco. Numa sessão de dez minutos apanhámos três.
O telemóvel aquece mais com este jogo do que com qualquer outro dos dezasseis. Notámos ao fim de vinte minutos seguidos, no mesmo aparelho onde o Sudoku.com não aquece nada. Não medimos com instrumentos e por isso não damos números.
E não há forma de ver o histórico de pontuações. Fica a melhor de sempre e mais nada, o que torna difícil perceber se se está a melhorar.
Para quem serve
Para quem tem cinco minutos e não quer pensar em nada. Corta-se a meio sem perder nada, joga-se com uma mão, não precisa de som. Está na nossa lista de jogos para pausas curtas por causa disso.
Não serve para quem procura progressão. Ao fim de duas semanas o jogo é exatamente o mesmo que era no primeiro dia, e para uns isso é a virtude e para outros é o defeito. Se prefere um tabuleiro com fim à vista, o Flow Free resolve-se por níveis e dá a sensação de acabar alguma coisa.
Passou dos oito mil pontos?
Diga como. A nossa melhor partida ficou nos 7 480 e estamos convencidos de que há estratégias de canto que não percebemos.
Escrever para [email protected]
Resposta em dias úteis, normalmente até quarenta e oito horas.